Sinto em mim a futilidade
O desinteresse, a passividade e a frieza
Sinónimos claros de um só fim
Um corpo que segue para longe de mim
sexta-feira, setembro 09, 2005
A masturbação Mental do Eterno Insatisfeito
Preciso de um não-sei-quê de não-sei-quanto, não sei que mais,
Duma daquelas maneiras tais,
Para poder, por fim, dizer que estou bem; e que
Não preciso de mais sei-lá-o-quê que, sei eu,
Irei, na mesma, sempre buscar
Como se nada existisse já em seu lugar.
Duma daquelas maneiras tais,
Para poder, por fim, dizer que estou bem; e que
Não preciso de mais sei-lá-o-quê que, sei eu,
Irei, na mesma, sempre buscar
Como se nada existisse já em seu lugar.
Querer Mais Do Tal Não-Querer
Quero acabar tudo contigo!!!
Quero a separação!
Quero a independência
Quero a satisfação!
Quero a diferença
Quero o amor
Quero o reconhecimento
Quero o entendimento
Quero a confiança
Mas... Quero também...
Quero o sorriso
Quero aquele amanhecer
Quero esse toque e esse beijo
Quero... Esta dependência
Quero... Quero...
Quero que me perdoes...
Quero que, por piedade que seja,
Me aceites de novo. Que esqueças que sequer...
Ainda que nunca me tenhas deixado
Quero a separação!
Quero a independência
Quero a satisfação!
Quero a diferença
Quero o amor
Quero o reconhecimento
Quero o entendimento
Quero a confiança
Mas... Quero também...
Quero o sorriso
Quero aquele amanhecer
Quero esse toque e esse beijo
Quero... Esta dependência
Quero... Quero...
Quero que me perdoes...
Quero que, por piedade que seja,
Me aceites de novo. Que esqueças que sequer...
Ainda que nunca me tenhas deixado
quinta-feira, julho 21, 2005
Viver, em 5 minutos
Em cinco minutos
Uma chuva seca roubou o lugar ao sol
Só para que ele pudesse lembrar como brilhou
Em cinco minutos
Os pássaros renasceram
As árvores floresceram
As terras reviveram...
E eu deixei-me afogar
Em tanta beleza
Uma chuva seca roubou o lugar ao sol
Só para que ele pudesse lembrar como brilhou
Em cinco minutos
Os pássaros renasceram
As árvores floresceram
As terras reviveram...
E eu deixei-me afogar
Em tanta beleza
Apelo-te Que Me Apeles Apelo
Mas para onde foste tu apelo meu?
Inspiração divina que guiava os meus automatismos
Força corpórea que forçava os meus mecanismos
Coisa incerta que empurrava os meus tropeços de ânimo...
E que tornava razão, o banal
Aquele aparente natural
Inspiração divina que guiava os meus automatismos
Força corpórea que forçava os meus mecanismos
Coisa incerta que empurrava os meus tropeços de ânimo...
E que tornava razão, o banal
Aquele aparente natural
A Salvação
Bela,
Açúcar e sal de uma vida sem sabor
Dor segura e fria, revestida de suor frio
Cala esta coisa... Este desespero... Dor...
Impede os meus passos sonâmbulos para o vazio
Açúcar e sal de uma vida sem sabor
Dor segura e fria, revestida de suor frio
Cala esta coisa... Este desespero... Dor...
Impede os meus passos sonâmbulos para o vazio
O apelo do ocioso
Só hoje... Só hoje consegui vê-lo
Tão tarde descobri a génese da tristeza e da permanente insatisfação
Dias inteiros sem chamamento, sem motor de arranque, sem paixão
Sem apelo...
Tão tarde descobri a génese da tristeza e da permanente insatisfação
Dias inteiros sem chamamento, sem motor de arranque, sem paixão
Sem apelo...
domingo, janeiro 23, 2005
Próxima e Infinitamente Distante
Eu amo alguém
Que foge
Da Saudade que corre
Dentro de mim
Um sentimento agudo de dor,
De querer,
De desejo,
De vazio.
Alguém fugidio.
Alguém como eu…
Ninguém
Que foge
Da Saudade que corre
Dentro de mim
Um sentimento agudo de dor,
De querer,
De desejo,
De vazio.
Alguém fugidio.
Alguém como eu…
Ninguém
quinta-feira, janeiro 20, 2005
Frio Racional do Amor
Alienado
Foi certo aquilo que disse,
Foi-o sim para mim.
Ainda que fosse apenas mito,
Ainda que não visse em si um fim,
Ainda que o não tenha dito…
Foi certo aquilo que disse
Foi-o sim para mim.
Ainda que fosse apenas mito,
Ainda que não visse em si um fim,
Ainda que o não tenha dito…
Foi certo aquilo que disse
Espelho Quebrado, Escurecido
Completo, Complexo, estação final de nossas vidas
Esgotadas que estão as folhas que flutuam
Rasgos de saudade, receios, lágrimas perdidas
Das nossas vidas, nossas queridas vidas
Mais um sol, mais vozes, mais sonhos que nos inundam
Lavam a alma naquele vai e vem fugidio
Sem lamentos, porém, que remoam e doam
Às nossas vidas, nossas queridas vidas
Solta um grito, solta a palpitação. Rasgam o frio,
Memórias num sorriso fechado, de um corpo parado,
E uma mente electrizante nos sucessos de outrora. E rio
Das nossas vidas, nossas queridas vidas
Um quarto enfezado para nascer, apodrecer, morrer. O fado…
Uma neblina a quem revelo os meus segredos
Uma ponte para o vazio para onde nado
E dou fim à vida, às nossas queridas vidas
Esgotadas que estão as folhas que flutuam
Rasgos de saudade, receios, lágrimas perdidas
Das nossas vidas, nossas queridas vidas
Mais um sol, mais vozes, mais sonhos que nos inundam
Lavam a alma naquele vai e vem fugidio
Sem lamentos, porém, que remoam e doam
Às nossas vidas, nossas queridas vidas
Solta um grito, solta a palpitação. Rasgam o frio,
Memórias num sorriso fechado, de um corpo parado,
E uma mente electrizante nos sucessos de outrora. E rio
Das nossas vidas, nossas queridas vidas
Um quarto enfezado para nascer, apodrecer, morrer. O fado…
Uma neblina a quem revelo os meus segredos
Uma ponte para o vazio para onde nado
E dou fim à vida, às nossas queridas vidas
Movimento
Um movimento só,
Acompanhado de um maior desejo de se movimentar,
Sonha, imagina, quer
E chega a qualquer lugar
Um movimento só
Capaz de, recorrendo a si,
Estar aqui, estar aí, estar ali, estar acolá
Um movimento só,
Ainda que para sempre parado,
Faz o mundo existir
E dá-me paz para dormir
Acompanhado de um maior desejo de se movimentar,
Sonha, imagina, quer
E chega a qualquer lugar
Um movimento só
Capaz de, recorrendo a si,
Estar aqui, estar aí, estar ali, estar acolá
Um movimento só,
Ainda que para sempre parado,
Faz o mundo existir
E dá-me paz para dormir
quinta-feira, agosto 26, 2004
Dá vida... E morte!
Recordo com endividada tristeza
A devida beleza que é a tua
E que me fez bem.
Abalaste os sentidos da vida;
Abalaste, abalaste
E não voltaste mais.
E recordo cada momento, cada dia,
Esta nova melancolia
Que não te afasta daqui.
E sofro o momento,
Do acordar ao cessar,
Daquele sentimento...
Dessa chave que não chega jamais,
Para calar a memória,
Tão presente, das dores imortais.
A devida beleza que é a tua
E que me fez bem.
Abalaste os sentidos da vida;
Abalaste, abalaste
E não voltaste mais.
E recordo cada momento, cada dia,
Esta nova melancolia
Que não te afasta daqui.
E sofro o momento,
Do acordar ao cessar,
Daquele sentimento...
Dessa chave que não chega jamais,
Para calar a memória,
Tão presente, das dores imortais.
Tu Musa
Oh musa que rompes efusivamente na minha efusão
E ferves o meu tempero sem nos queimar,
És tu que me alimentas, até que a temperatura faça escoar
A seiva transbordante da nossa paixão
E ferves o meu tempero sem nos queimar,
És tu que me alimentas, até que a temperatura faça escoar
A seiva transbordante da nossa paixão
segunda-feira, agosto 09, 2004
A Complexa Divisão da Multiplicidade
Portas fechadas… Janelas Trancadas
Abandonado de lar,
Não o sitio onde vivi
Mas o sítio que viveu em mim,
Esvaziado de ser
Passei a fronteira do querer
E rendi-me à auto-absolvição.
Inconscientemente consciente
Fiz simplicidade do impossível
E pereci na possibilidade
De Ser feliz… Só, na tentativa
Não o sitio onde vivi
Mas o sítio que viveu em mim,
Esvaziado de ser
Passei a fronteira do querer
E rendi-me à auto-absolvição.
Inconscientemente consciente
Fiz simplicidade do impossível
E pereci na possibilidade
De Ser feliz… Só, na tentativa
segunda-feira, junho 21, 2004
A Desilusão da Percepção das Coisas
Cedo cedo às pressões do mundo e afasto-me das raízes.
Quando em quando lá (re)volto àquelas discussões constantes e sem ressentimentos,
Àqueles atritos originais e contudo tão banais,
Comprimidos difíceis de digerir mas que lá curam os meus males
Mas as origens só por si já não me chegam.
Para o outro chegavam. Sobravam...
Qualidade de vida era génese.
Hoje pseudo-genesético, fruto de amálgama que o tempo unificou
Não sou mais. A unidade que o passado iludia lá ficou.
O hoje... Desilusão...
Hoje não é nunca, senão no tempo da ilusão... Que já perdi.
Quando em quando lá (re)volto àquelas discussões constantes e sem ressentimentos,
Àqueles atritos originais e contudo tão banais,
Comprimidos difíceis de digerir mas que lá curam os meus males
Mas as origens só por si já não me chegam.
Para o outro chegavam. Sobravam...
Qualidade de vida era génese.
Hoje pseudo-genesético, fruto de amálgama que o tempo unificou
Não sou mais. A unidade que o passado iludia lá ficou.
O hoje... Desilusão...
Hoje não é nunca, senão no tempo da ilusão... Que já perdi.
sexta-feira, junho 11, 2004
Um repto simples. Uma resposta complicada.
Hoje,
Bimbo, Bazaroco, Tanso, Albino, Barrajolo,
Comprei uma bandeira
E pus a esperança à varanda
Bimbo, Bazaroco, Tanso, Albino, Barrajolo,
Comprei uma bandeira
E pus a esperança à varanda
sexta-feira, junho 04, 2004
Fragmentos da Desfragmentação
Tu que só existes no lugar de mim a que ninguém chega diz-me: o que é que eu estou à espera de esperar de esperar de ti?
O Lamento do Hipócrita
És a minha coisa que dura
E mole e mole
Por muito tempo,
És a dureza que me atura
E eu amo
Sem lamento…
E mole e mole
Por muito tempo,
És a dureza que me atura
E eu amo
Sem lamento…
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